REVIEW: The House of the Devil ( Ti West, 2009, U.S.A. )


















Bom filme de terror.Com boa dose de sal e pimenta.

Ao aceitar ser babysitter numa noite de eclipse, uma menina é levada a casa de seu hospede.Uma amiga, que por sinal é uma das loiras de BagHead, junta-se por conveniência e fazem uma boa viagem...

Está bom de ver que não é novo, mas é um filme centrado numa atmosfera e clima bem trabalhado,em que o "não ser novo" ajuda o espírito. O tema Casas Assombradas, tipico e explorado antes, leva aqui com uma mão no ombro.Lento e revivalista até à explosão, rebenta bem, com o esquema bem definido e há cultos, banda sonora e sangue q.b..

Bem realizado, muito eighties até no movimento e acção das personagens. Desejo a todos muito VHS de aluguel, soda e lays no sofá. De carapins.

8/10

REVIEW: CRANK: HIGH VOLTAGE ( Mark Neveldine/Brian Taylor, 2009, USA )



Julgava que era impossível ser mais gratuito, violento,
rápido, azeiteiro e obsceno que o primeiro filme.
O segundo tomo de Crank é absolutamente doente,
frenético e viciante a duplicar e tem o upgrade fantástico
de ter Mike Patton como responsável pela banda sonora
o que torna as coisas ainda mais ritmadas e coloridas.

KABOOM!

Não há mais nada a dizer. O homem agora tem um coração
artificial e precisa de ELECTRICIDADE constante para
continuar a sua saga de destruição massiva sobre tudo e
todos.

Mais uma biqueirada nos filmes de acção ocidentais, engonhados,
coninhas e Domingueiros. Os Asiáticos começam a ter rivais a altura
com estes dois sujeitos.

Mais! MAIS! MAIS!

9.5/10

REVIEW: Crank ( Mark Neveldine / Brian Taylor, 2006, USA )




Uma palavra para descrever Crank: FODASSE!
O melhor filme de ACÇÃO que já vi desde há muito,
fodasse: se calhar é o melhor que já vi mesmo!

Quem se puser com "haaa mas aquela cena não tinha
lógica..." a ver este filme deve levar imediatamente
com um tiro nos tomates só para não se armar em
Kasparov.

Temos tudo aqui: Um anti-herói perfeito e memorável, bruto
como os cães e imune as leis da Natureza, uma edição de provocar
insónias durante semanas, uma comédia romântica sem escrúpulos
e 100% machista, vilões com personalidade suficiente para levarem
porrada com mais estilo.

A história:

Um homem ( perigoso e artista do assassinato ) acorda mal disposto
e rapidamente descobre que lhe injectaram uma merda chinesa que
lhe fode o esquema todo da adrenalina. A solução a curto prazo enquanto
não apanha o salafrário com o antídoto, é manter a adrenalina ao máximo,
caso contrário morre. E como se mantêm a adrenalina ao máximo?
A resposta está algures entre o Grand Theft Auto e o Postal.

Imaginem o estilo kitsch de disposição de personagens de Guy Ritchie,
misturado com a liberdade e horizonte criativo de Takeshi Miike e os
movimentos tortuosos de Michael Mann e têm CRANK: se calhar o
melhor filme de acção de sempre!

Vou já ver o CRANK 2: HIGH VOLTAGE senão explode-me o coração!

9/10

REVIEW: Gamer ( Mark Neveldine/Brian Taylor, 2009, USA )



Gamer, realizado pela dupla hiper-tensa também
responsável pela série Crank, é um filme de acção
exagerado em tudo. Ficamos tontos do início ao fim
e dependendo do tamanho da televisão ou da tela
podemos chegar mesmo a vomitar.

As comparações com Surrogates são inevitáveis.
Ambos os filmes, cada um com a sua sensibilidade,
partem do conceito de Avatar, redes sociais, jogos online
para criar um universo de vidas duplas grotesco, onde os
pobres miseráveis da sociedade ficam à mercê do hedonismo
diabólico dos mais abastados.

Mas enquanto Surrogates ficou pelo meio termo: nem
filme de acção suficientemente forte, nem profundo imenso
na criação de um universo de ficção científica. Gamer
usa apenas a teoria, para servir de motivo a uma narrativa
visual extravagante, quase abstracta, deixando-nos
completamente a toa. O "porquê?" e o "como?" devem ser
esquecidos para disfrutar realmente deste filme. A vossa
mente só deve estar focada numa coisa: CAOS.

Um filme essencial para quem tem um bruto LCD com um
bom sistema de som. Aliás recomendo à Worten e similares a
passagem em loop deste filme nos LCDs em exposição, garanto
que as vendas vão aumentar exponencialmente.

6.5/10 ( É para aprenderem a não se armarem em irmãos
Wachowski )

REVIEW: Mangue Negro( Rodrigo Aragão, 2008, Brasil )


















Zombies num pântano brasileiro parece-me estímulo suficiente para pôr o filme a rolar. Aprendi que Mangue é uma mistura muito de lama, águas sujas e terra pouco firme, muito particular e característico do Brasil. Neste estado do Espírito Santo, a ZUMBIlhada vem para traçar os apanha-caranguejo. Cheios de castanho.

É então nestes terrenos que ocorre este filme de zombies / entulho / podridão que quase chega àquele estatuto de "bom por ser tão mau". Quase. Pelo menos foi assim que o vi, encostado sem surpresa,a ver uma repetição exaustiva e muito extensa de fórmulas.

O pessoal já entendeu, é tipo futebol, já que tamos no Brasil. O necessário é fazer uma, duas fintas ( o público curte ) mas tens que marcar golo. Nada que fuja de um filme normal de zombies,eu sei, mas prolongar e repetir cenas vezes sem fim é meter a pata na poça. Porra! Tava até gostoso...

Está lá o mini-barraco de madeira ( não colado ao Evil Dead, vá lá ), estão lá os salvamentos de ultima hora, tão lá as vocalizações.Tudo é dúbio neste cinema lamacento e de personagens difusas.Fiquei até pouco encantado com a linguagem dos péssimos actores. E eram brasileiros do mato, que potencial...

O aspecto visual de Mangue Negro é extremamente arroz de cabidela misturado com ressoado e contraste. Apesar de tudo alguns DEFUNTOS são do melhor que já vi. Olhos, ventres e criaturas bicefálas a sair de muco e humus bem molhado, tiveram a qualidade e NOJO necessário para não me fazer desligar a meio destes 105(!) minutos.

5/10

REVIEW: Carriers ( Alex/David Pastor, 2009, USA )



Uma pandemia deixou grande parte do planeta
na decadência e na podridão. Por todo o lado os
corpos vão-se amontoando e a civilização cai
progressivamente no esquecimento.

No centro desta revolução biológica, encontram-se
dois irmãos que percorrem o país cheios de esperança
para que as coisas se resolvam. Um road movie
apocalíptico que pinta muito bem um cenário catastrófico
onde as "partidas" do vírus provocam mais arrepio e temor
do que mortos ambulantes de olhos vidrados no horizonte.

O problema é que os pequenos defeitos mancham as muitas
qualidades que este filme contêm. A aposta na relação entre
os irmãos como ponto de perspectiva não se torna
suficientemente expressiva e forte para funcionar como motor.
O ritmo lento alimentado por referências e apontamentos
redundantes desconcentram e por isso não funcionam como
fertilizantes de emoção que o filme necessita. Ou seja, a parte
emocional não foi bem conseguida, e estando todo o filme canalizado
para esse conceito, chegamos ao final, e só nos lembramos daqueles
momentos instintivos em que puxamos a t-shirt para tapar a boca
e pouco mais.

6/10

REVIEW: Autopsy ( Adam Gierasch, 2008, USA )




Adam Gierasch
, argumentista de idiotices animalescas como
Rats, Crocodile e Spiders, faz a sua estreia como realizador com
Autopsy
.

O resultado não é flor que se cheire e podemos ir mais longe e afirmar
que não vale a ponta de um corno. Infelizmente este senhor também
é responsável pelo remake de Night of the Demons, clássico que prezo
e que temo ver destruído na sua integridade...Estou a ganhar coragem
para espreitar a coisa.

Autopsy pode ser reduzido a pouco no seu contorno; um regurgitar
de Hostel acompanhado por uma salada de Silent Hill para
baralhar os sentidos e fazer de conta que é um filme de terror
estimulante.

Perda de tempo.

3/10

REVIEW: Swamp Thing ( Wes Craven, 1982, USA )




É com pesar que escrevo esta review.
Swamp Thing é uma grande desilusão em vários vectores
e uma merda no geral.

Adaptação cinematográfica, de uma bd de culto da DC COMICS,
que andou aos trambolhões no que toca ao conceito durante
algum tempo, até Alan Moore meter a mão na massa e transformar
Swamp Thing numa bd realmente interessante, influenciando também
futuros argumentistas que viriam a envolver-se com a criatura.

Infelizmente essa reajuste de ideias foi posterior ao filme e assim
sendo, Wes Craven pegou na parte infantil de Swamp Thing,
conseguindo para além disso, tornar ainda mais infantil e idiota do
que já era.

Um filme chato, que mais parece um episódio do esquadrão Classe-A,
que não tendo personalidade suficiente, para celebrar a festa que é
uma conversão para cinema de uma personagem incontornável do
imaginário americano, rapidamente confunde-se com um filme
Série-B
igual a tantos outros.

Optem antes por ler as histórias escritas por Alan Moore que isto
aqui não tem assunto.

4/10

REVIEWS: The Gate ( Tibor Takács, 1987, USA )



Ao ver este filme, fiquei com pena de não o ter visto
quando era mais novo. Um clássico de terror-juvenil
sem prazo de validade. Recomendável para um bom
serão familiar com primos mais novos, prontos a serem
iniciados na arte do obscuro. :D

Para além do mais, conta com a participação de um
Stephen Dorff muito novinho, que nem sonhava ainda,
que mais tarde iria por as gánfias na Pamela.

A história gira à volta de um buraco, que surge da noite
para o dia no quintal de uma família muito Poltergeist,
esse buraco até aí perigoso para os mais distraídos, torna-se
perigoso para toda a humanidade, porque na verdade, é
um portal para o INFERNO. Fixe.

Um prato muito bem servido com tudo no sítio.

7/10

REVIEW: Doghouse ( Jake west, 2009, UK )



Um grupo de amigos reune-se para apoiar um colega
recentemente divorciado. Claro que o plano passa por
cervejas, futebol, ver quem mija mais longe e arrota
mais alto. Ao chegarem à pequena vila de Moodley,
perdida no meio do nada, encontram aquilo que todos
os homens sonham: GAJAS, um porradão delas...mas
com a particularidade de serem ZOMBIES.

Realizado por Jake West, Doghouse não é mais do que
um filme de terror de Domingo à tarde. Humor à la despedida
de solteiro e o gore standard, acessório à galhofa infantilmente
machista.

Depois queixam-se que tão solteiros ou têm namoradas feias.

5/10

REVIEW: Pontypool ( Bruce McDonald, 2008, Canadá )



Pontypool, ponty...pool...pool...pool.
Um filme verdadeiramente tenso e astuto
sobre uma estação de rádio local que vê a
sua pequena cidade de Pontypool passar
por momentos apocalípticos.

Através da perspectiva de uma estação de
rádio e dos seus funcionários, cada um com
o seu feitio, ouvimos os acontecimentos
catastróficos que surgem em catadupa.
Tudo isto funciona às mil maravilhas,
no que toca ao arrepio, graças a uma
óptima realização, sonosplastia e
interpretação. O filme neste momento
parece-nos de todo espetacular e há grande
rejubilo no ar.

Mas infelizmente há aqui uma pedrita no sapato
que borra tudo o resto. Naquele momento em
que estamos verdadeiramente entusiasmados
e não descolamos do ecrã, surge alguém para
explicar o MOTIVO. O problema é que esse
MOTIVO é entregue ao espectador através
de um actor muito MAU. Um terrível erro
de casting, que na minha opinião, desconcentra a
receptividade de tudo o resto que vem para a frente.
Ainda para mais, este tal MOTIVO tem muito
interesse e transforma este filme, que há partida
parece um mero filme de zombies, em algo mais
especial e complexo, mas simplesmente foi entregue
num modo quase teatro de revista. É propositado?
Se foi, não gosto.

Vou arranjar o livro, porque realmente fiquei
com a sensação que havia algo mais para contar
e explorar nesta história...que o filme não soube
afinar a 100%.

7/10

REVIEW : 2012 ( Roland Emmerich, U.S.A., 2009)


















2012 chapadas nos ouvidos e nos dentes que atordoaram. O filme de Roland Emmerich tem dimensão em todas as cenas, tem impacto e exagero para ser pedaço de entretenimento, pena que tenha dedicado tempo a mais ao argumento. Mas só porque não é o meu instinto.

Por mim, tirava todas as frases e relações e tornava-o no melhor fogo de artificio de sempre. Sem limite. Mas era bom de se ver que alguns hábitos não se perdem, apesar de toda a malta dos CGI e do pós-filmagem se terem divertido da melhor forma. Tsunamis em catadupa, placas tectónicas e fendas do "outro mundo" e estrilho de sobra para os nossos sentidos. No cinema vale bem, mas curtia ver ao vivo.

Cada um de nós teria pelo menos uma cena memorizada até ao fim dos dias, como as arcas gigantes, as nuvens das trevas, os clichés,os casais, o incrível e o desagradável, o que por si é bom. Bom para o cinema,no cinema, que os trailers e tiras de pré-lançamento fazem-nos querer sempre mais. Afinal o Cristo-Rei a cair ou o Dalai Lama a ser banhado por ondas só para grandes surfers não deixam pouca água na boca.

7/10 ( no cinema )

REVIEW: Big man Japan ( Hitoshi Matsumoto, 2007, Japão )



Em verdade vos digo que este filme entrou directamente
para o top de coisas bizarras a que já tive oportunidade de
assistir. Uma viagem que exige bastante aragem cerebral,
mas que em troca, proporciona uma experiência audio-visual,
que tão cedo não cairá no esquecimento, seja na perspectiva
positiva ou negativa.

Hitoshi Matsumoto, conhecido cómico japonês, que tem como
costume apresentar-se com a gravata enfiada por baixo das
calças
, preparou aqui um refogado de loucura digno de registo:

Uma espécie de mockumentary sobre um Joe ( interpretado
pelo realizador ) igual a tantos outros Joe`s que formigam pelo
Japão urbano. Este homenzinho tem a peculiaridade de, com a dose
correcta de electricidade, tornar-se um homenzão 20 vezes maior.
Para quê? Para combater MONSTROS - interpretados por figuras
da praça pública humorística Japonesa, entre as quais destaco o
"mau" da trilogia DOA de Takashi Miike. Estes monstros,
garanto, que são das coisas mais geniais/idiotas alguma vez
imaginadas na área das monstruosidades.

Toda a ambiência do filme é deliciosamente delirante que até dá
vontade de comer o pijama de felicidade. O sentido de humor é tão
aleatório que é inevitável soltar uma risada descontrolada de quando
em quando. Os actores são incrivelmente geniais e participam nesta
sinfonia de absurdo 100% afinados. Os combates, nem ao diabo lembram.
As lógicas, mecanismos e pormenores criados para dar algum corpo à
história, são salpicados aqui e ali, com moderação e sensibilidade, para que
o filme nunca se torne suficiente claro para o espectador, deixando-o
num estado constante de vácuo mental, ideal para disfrutar uma ideia
idiota como esta.

Numa perspectiva mais séria, temos também um excelente retrato
urbano/social da cultura Japonesa. Isto para quem achar que o resto
não é suficiente.

Façam o favor de ver isto o quanto antes!

9/10

REVIEW: The Broken ( Sean Ellis, 2008, França | Uk )



E se um dia, ao virar da esquina nos cruzassemos com nós
próprios? É este o ponto de partida para um filme
exageradamente ambiental e de ritmo lento, que apesar
de parecer super fresco e original tem muito de Invasion
of the Body Snatchers.

Sean Ellis aproveita The Broken para dar uns toques na bola
do suspense, mostrando sem grande margem para dúvidas, que
é dono de uma habilidade respeitável. O problema é que
o jogo propriamente dito, acaba por sair prejudicado,
principalmente no que toca à evolução do filme. Com tanto plano
de persianas e ventoinhas a rodar, começamos a ficar nervosos
para que aconteçam coisas - isto até poderia ser bom, mas o problema
é que as "coisas" que acontecem, parecem-nos óbvias ou então pouco
conclusivas. Ainda assim, The Broken possui características muito
peculiares que o tornam um filme curioso de assistir e com potencial
para criar discussão e momentos de reflexão sobre o real significado da
história.

Um filme com a sua graça e o seu quê de metafísica.

6/10

REVIEW: Thirst (Chan-wook Park, 2009, Coreia do Sul )



Uma grande história de Amor, tal e qual como
na realidade; instintivo e insaciável.

Vencedor de alguns prémios sonantes,
entre os quais o destaque para o prémio do Júri
de Cannes 2009, Thirst é um filme denso e
largo em amplitude, que convida a ver mais do
que uma vez, para que nada nos passe
despercebido. E bem que gostava que algo tivesse
passado despercebido pois a realidade (do filme)
faz-nos lembrar o azedume dos temperamentos
aos quais muitas vezes pomos um paninho quente
chamado Destino: Grotesco, absurdo, sexual, cómico
e trágico.

Thirst é um sinal de esperança que vai contra
a crescente extinção do vampiro e da sua
dignidade em quanto figura nobre de Ficção.

9/10

REVIEW: The happiness of the katakuris ( Takashi Miike, 2001, Japão )



Nem sei por onde começar nem como começar para escrever
algo sobre este filme. É complicado expressar em palavras as
2horas de bombardeamento sensorial a que fui exposto. Os
estímulos disparam como foguetes em todas as direcções e
sentimos a vida pulsar nesta obra que celebra a felicidade e
o amor.

Assistimos às aventuras dos Katakuris como parte integrante
desta família; chorando, rindo e cantando num estado de
embriaguez cinematográfica que nos faz ter a certeza que Takashi
Miike não é apenas um gajo com "ideais malucas" mas sim um
homem que vive em comunhão com o ciclo da vida brincando com
todo o tipo de paradigmas e lugares comuns para nos mostrar o
caminho que leva à plenitude existencial: a parvoíce intelectual.

"God is kind to the fools"

8.5/10

PREVIEW: Splice ( Vincenzo Natali ) - 2009

As questões dos monstrinhos, da genética e da ética para ver pela mão de Vincenzo Natali ( Cube, Nothing ), com Adrien Brody. É verdade, está em todas.

O trailer cheira a alien de peluche meets leite, mas parece-me mais que trincável a criatura. Verei.

REVIEW : Scanners ( David Cronenberg, 1981, U.S.A )


















O universo 70s / 80 de Cronenberg é um mundo distante dos outros. Quem sabe disto, aceita Scanners como um pedaço de mente. Só mais um.

O argumentista e realizador cria neste filme uma redoma de visões, organizações, pais da ciência e seres criados com poderes telepáticos com intuitos sui generis. Estes artistas de sugar, usurpar e persuadir as pessoas comuns, são uma parte já considerável da sociedade e como tal proporcionam algumas cenas de sci-fi de poder inquestionável.São injecções de Ephemerol e de bizarrice que me agradam particularmente.

Scanners é um clássico para qualquer aficionado do fantástico com uma banda sonora majestosa e sombria, que por sua vez acompanha os actores duvidosos desta linha Cronenberg, contando com as vísceras e as partículas de exagero despejadas pelo senhor nestas duas décadas .

A cena de destruição "familiar" é mais do que mítica.

8/10

REVIEW: Pandorum ( Christian Alvart, 2009, USA )



Acordar nu, agarrado a tubos numa cápsula criogénica,
parcialmente amnésico, pode ser uma situação deveras
complicada, mas se juntarmos criaturas de dentes afiados
e uma nave repleta de mistérios e tripulantes paranóicos
que não sabem a quantas andam, temos tudo para ter um
bom filme de sexta-feira a noite.

Um imbróglio obscuro nas profundezas do espaço.
Visualmente estimulante, Pandorum falhou em conseguir
unificar um conjunto de ideias muito interessantes que poderiam
colocar este filme numa posição de Top Sci-fi.

Recomenda-se parcialmente.

6.5/10

PREVIEW: KICK ASS (2010, Matthew Vaughn, U.S.A.)





Baseado na serie de "comics" aclamada de Mark Millar e John Romita, Jr., Kick Ass pretende adaptar à grande tela mais um "herói" de BD.

O problema é que a BD é numa vertente nada heróica.

Basta dizer que na primeira tentativa de combater o crime, Dave Lizewski a personagem principal, de fato costurado e bastões prontos, leva um enxerto de porrada, facadas e ainda é atropelado (esta BD é excelente)...portanto dá para ter uma ideia do que vamos ver.

A abordagem ao cinema é que pode ser o real problema: pela sátira? pelo humor manhoso? pela ligeireza de quem quer adaptar ao grande publico algo que não o é (ver o caso WANTED (Timur Bekmambetov, 2008, U.S.A.) que da BD só partilha o nome...a essência do livro politicamente incorrecta ficou para quem conhece o livro.

Só nos resta esperar, por agora fica o trailer...