Bom filme de terror.Com boa dose de sal e pimenta.
Ao aceitar ser babysitter numa noite de eclipse, uma menina é levada a casa de seu hospede.Uma amiga, que por sinal é uma das loiras de BagHead, junta-se por conveniência e fazem uma boa viagem...
Está bom de ver que não é novo, mas é um filme centrado numa atmosfera e clima bem trabalhado,em que o "não ser novo" ajuda o espírito. O tema Casas Assombradas, tipico e explorado antes, leva aqui com uma mão no ombro.Lento e revivalista até à explosão, rebenta bem, com o esquema bem definido e há cultos, banda sonora e sangue q.b..
Bem realizado, muito eighties até no movimento e acção das personagens. Desejo a todos muito VHS de aluguel, soda e lays no sofá. De carapins.
Julgava que era impossível ser mais gratuito, violento, rápido, azeiteiro e obsceno que o primeiro filme. O segundo tomo de Crank é absolutamente doente, frenético e viciante a duplicar e tem o upgrade fantástico de ter Mike Patton como responsável pela banda sonora o que torna as coisas ainda mais ritmadas e coloridas.
KABOOM!
Não há mais nada a dizer. O homem agora tem um coração artificial e precisa de ELECTRICIDADE constante para continuar a sua saga de destruição massiva sobre tudo e todos.
Mais uma biqueirada nos filmes de acção ocidentais, engonhados, coninhas e Domingueiros. Os Asiáticos começam a ter rivais a altura com estes dois sujeitos.
Uma palavra para descrever Crank: FODASSE! O melhor filme de ACÇÃO que já vi desde há muito, fodasse: se calhar é o melhor que já vi mesmo!
Quem se puser com "haaa mas aquela cena não tinha lógica..." a ver este filme deve levar imediatamente com um tiro nos tomates só para não se armar em Kasparov.
Temos tudo aqui: Um anti-herói perfeito e memorável, bruto como os cães e imune as leis da Natureza, uma edição de provocar insónias durante semanas, uma comédia romântica sem escrúpulos e 100% machista, vilões com personalidade suficiente para levarem porrada com mais estilo.
A história:
Um homem ( perigoso e artista do assassinato ) acorda mal disposto e rapidamente descobre que lhe injectaram uma merda chinesa que lhe fode o esquema todo da adrenalina. A solução a curto prazo enquanto não apanha o salafrário com o antídoto, é manter a adrenalina ao máximo, caso contrário morre. E como se mantêm a adrenalina ao máximo? A resposta está algures entre o Grand Theft Auto e o Postal.
Imaginem o estilo kitsch de disposição de personagens de Guy Ritchie, misturado com a liberdadee horizonte criativo de Takeshi Miike e os movimentos tortuosos de Michael Mann e têm CRANK: se calhar o melhor filme de acção de sempre!
Vou já ver o CRANK 2: HIGH VOLTAGE senão explode-me o coração!
Gamer, realizado pela dupla hiper-tensa também responsável pela série Crank, é um filme de acção exagerado em tudo. Ficamos tontos do início ao fim e dependendo do tamanho da televisão ou da tela podemos chegar mesmo a vomitar.
As comparações com Surrogates são inevitáveis. Ambos os filmes, cada um com a sua sensibilidade, partem do conceito de Avatar, redes sociais, jogos online para criar um universo de vidas duplas grotesco, onde os pobres miseráveis da sociedade ficam à mercê do hedonismo diabólico dos mais abastados.
Mas enquanto Surrogates ficou pelo meio termo: nem filme de acção suficientemente forte, nem profundo imenso na criação de um universo de ficção científica. Gamer usa apenas a teoria, para servir de motivo a uma narrativa visual extravagante, quase abstracta, deixando-nos completamente a toa. O "porquê?" e o "como?" devem ser esquecidos para disfrutar realmente deste filme. A vossa mente só deve estar focada numa coisa: CAOS.
Um filme essencial para quem tem um bruto LCD com um bom sistema de som. Aliás recomendo à Worten e similares a passagem em loop deste filme nos LCDs em exposição, garanto que as vendas vão aumentar exponencialmente.
6.5/10 ( É para aprenderem a não se armarem em irmãos Wachowski )
Zombies num pântano brasileiro parece-me estímulo suficiente para pôr o filme a rolar. Aprendi que Mangue é uma mistura muito de lama, águas sujas e terra pouco firme, muito particular e característico do Brasil. Neste estado do Espírito Santo, a ZUMBIlhada vem para traçar os apanha-caranguejo. Cheios de castanho.
É então nestes terrenos que ocorre este filme de zombies / entulho / podridão que quase chega àquele estatuto de "bom por ser tão mau". Quase. Pelo menos foi assim que o vi, encostado sem surpresa,a ver uma repetição exaustiva e muito extensa de fórmulas.
O pessoal já entendeu, é tipo futebol, já que tamos no Brasil. O necessário é fazer uma, duas fintas ( o público curte ) mas tens que marcar golo. Nada que fuja de um filme normal de zombies,eu sei, mas prolongar e repetir cenas vezes sem fim é meter a pata na poça. Porra! Tava até gostoso...
Está lá o mini-barraco de madeira ( não colado ao Evil Dead, vá lá ), estão lá os salvamentos de ultima hora, tão lá as vocalizações.Tudo é dúbio neste cinema lamacento e de personagens difusas.Fiquei até pouco encantado com a linguagem dos péssimos actores. E eram brasileiros do mato, que potencial...
O aspecto visual de Mangue Negro é extremamente arroz de cabidela misturado com ressoado e contraste. Apesar de tudo alguns DEFUNTOS são do melhor que já vi. Olhos, ventres e criaturas bicefálas a sair de muco e humus bem molhado, tiveram a qualidade e NOJO necessário para não me fazer desligar a meio destes 105(!) minutos.
Uma pandemia deixou grande parte do planeta na decadência e na podridão. Por todo o lado os corpos vão-se amontoando e a civilização cai progressivamente no esquecimento.
No centro desta revolução biológica, encontram-se dois irmãos que percorrem o país cheios de esperança para que as coisas se resolvam. Um road movie apocalíptico que pinta muito bem um cenário catastrófico onde as "partidas" do vírus provocam mais arrepio e temor do que mortos ambulantes de olhos vidrados no horizonte.
O problema é que os pequenos defeitos mancham as muitas qualidades que este filme contêm. A aposta na relação entre os irmãos como ponto de perspectiva não se torna suficientemente expressiva e forte para funcionar como motor. O ritmo lento alimentado por referências e apontamentos redundantes desconcentram e por isso não funcionam como fertilizantes de emoção que o filme necessita. Ou seja, a parte emocional não foi bem conseguida, e estando todo o filme canalizado para esse conceito, chegamos ao final, e só nos lembramos daqueles momentos instintivos em que puxamos a t-shirt para tapar a boca e pouco mais.
Adam Gierasch, argumentista de idiotices animalescas como Rats, Crocodile e Spiders, faz a sua estreia como realizador com Autopsy.
O resultado não é flor que se cheire e podemos ir mais longe e afirmar que não vale a ponta de um corno. Infelizmente este senhor também é responsável pelo remake de Night of the Demons, clássico que prezo e que temo ver destruído na sua integridade...Estou a ganhar coragem para espreitar a coisa.
Autopsy pode ser reduzido a pouco no seu contorno; um regurgitar de Hostel acompanhado por uma salada de Silent Hill para baralhar os sentidos e fazer de conta que é um filme de terror estimulante.
É com pesar que escrevo esta review. Swamp Thing é uma grande desilusão em vários vectores e uma merda no geral.
Adaptação cinematográfica, de uma bd de culto da DC COMICS, que andou aos trambolhões no que toca ao conceito durante algum tempo, até Alan Moore meter a mão na massa e transformar Swamp Thing numa bd realmente interessante, influenciando também futuros argumentistas que viriam a envolver-se com a criatura.
Infelizmente essa reajuste de ideias foi posterior ao filme e assim sendo, Wes Craven pegou na parte infantil de Swamp Thing, conseguindo para além disso, tornar ainda mais infantil e idiota do que já era.
Um filme chato, que mais parece um episódio do esquadrão Classe-A, que não tendo personalidade suficiente, para celebrar a festa que é uma conversão para cinema de uma personagem incontornável do imaginário americano, rapidamente confunde-se com um filme Série-B igual a tantos outros.
Optem antes por ler as histórias escritas por Alan Moore que isto aqui não tem assunto.
Ao ver este filme, fiquei com pena de não o ter visto quando era mais novo. Um clássico de terror-juvenil sem prazo de validade. Recomendável para um bom serão familiar com primos mais novos, prontos a serem iniciados na arte do obscuro. :D
Para além do mais, conta com a participação de um Stephen Dorff muito novinho, que nem sonhava ainda, que mais tarde iria por as gánfias na Pamela.
A história gira à volta de um buraco, que surge da noite para o dia no quintal de uma família muito Poltergeist, esse buraco até aí perigoso para os mais distraídos, torna-se perigoso para toda a humanidade, porque na verdade, é um portal para o INFERNO. Fixe.
Um grupo de amigos reune-se para apoiar um colega recentemente divorciado. Claro que o plano passa por cervejas, futebol, ver quem mija mais longe e arrota mais alto. Ao chegarem à pequena vila de Moodley, perdida no meio do nada, encontram aquilo que todos os homens sonham: GAJAS, um porradão delas...mas com a particularidade de serem ZOMBIES.
Realizado por Jake West, Doghouse não é mais do que um filme de terror de Domingo à tarde. Humor à la despedida de solteiro e o gore standard, acessório à galhofa infantilmente machista.
Depois queixam-se que tão solteiros ou têm namoradas feias.
Pontypool, ponty...pool...pool...pool. Um filme verdadeiramente tenso e astuto sobre uma estação de rádio local que vê a sua pequena cidade de Pontypool passar por momentos apocalípticos.
Através da perspectiva de uma estação de rádio e dos seus funcionários, cada um com o seu feitio, ouvimos os acontecimentos catastróficos que surgem em catadupa. Tudo isto funciona às mil maravilhas, no que toca ao arrepio, graças a uma óptima realização, sonosplastia e interpretação. O filme neste momento parece-nos de todo espetacular e há grande rejubilo no ar.
Mas infelizmente há aqui uma pedrita no sapato que borra tudo o resto. Naquele momento em que estamos verdadeiramente entusiasmados e não descolamos do ecrã, surge alguém para explicar o MOTIVO. O problema é que esse MOTIVO é entregue ao espectador através de um actor muito MAU. Um terrível erro de casting, que na minha opinião, desconcentra a receptividade de tudo o resto que vem para a frente. Ainda para mais, este tal MOTIVO tem muito interesse e transforma este filme, que há partida parece um mero filme de zombies, em algo mais especial e complexo, mas simplesmente foi entregue num modo quase teatro de revista. É propositado? Se foi, não gosto.
Vou arranjar o livro, porque realmente fiquei com a sensação que havia algo mais para contar e explorar nesta história...que o filme não soube afinar a 100%.
2012 chapadas nos ouvidos e nos dentes que atordoaram. O filme de Roland Emmerich tem dimensão em todas as cenas, tem impacto e exagero para ser pedaço de entretenimento, pena que tenha dedicado tempo a mais ao argumento. Mas só porque não é o meu instinto.
Por mim, tirava todas as frases e relações e tornava-o no melhor fogo de artificio de sempre. Sem limite. Mas era bom de se ver que alguns hábitos não se perdem, apesar de toda a malta dos CGI e do pós-filmagem se terem divertido da melhor forma. Tsunamis em catadupa, placas tectónicas e fendas do "outro mundo" e estrilho de sobra para os nossos sentidos. No cinema vale bem, mas curtia ver ao vivo.
Cada um de nós teria pelo menos uma cena memorizada até ao fim dos dias, como as arcas gigantes, as nuvens das trevas, os clichés,os casais, o incrível e o desagradável, o que por si é bom. Bom para o cinema,no cinema, que os trailers e tiras de pré-lançamento fazem-nos querer sempre mais. Afinal o Cristo-Rei a cair ou o Dalai Lama a ser banhado por ondas só para grandes surfers não deixam pouca água na boca.
Em verdade vos digo que este filme entrou directamente para o top de coisas bizarras a que já tive oportunidade de assistir. Uma viagem que exige bastante aragem cerebral, mas que em troca, proporciona uma experiência audio-visual, que tão cedo não cairá no esquecimento, seja na perspectiva positiva ou negativa.
Hitoshi Matsumoto, conhecido cómico japonês, que tem como costume apresentar-se com a gravata enfiada por baixo das calças , preparou aqui um refogado de loucura digno de registo:
Uma espécie de mockumentary sobre um Joe ( interpretado pelo realizador ) igual a tantos outros Joe`s que formigam pelo Japão urbano. Este homenzinho tem a peculiaridade de, com a dose correcta de electricidade, tornar-se um homenzão 20 vezes maior. Para quê? Para combater MONSTROS - interpretados por figuras da praça pública humorística Japonesa, entre as quais destaco o "mau" da trilogia DOA de Takashi Miike. Estes monstros, garanto, que são das coisas mais geniais/idiotas alguma vez imaginadas na área das monstruosidades.
Toda a ambiência do filme é deliciosamente delirante que até dá vontade de comer o pijama de felicidade. O sentido de humor é tão aleatório que é inevitável soltar uma risada descontrolada de quando em quando. Os actores são incrivelmente geniais e participam nesta sinfonia de absurdo 100% afinados. Os combates, nem ao diabo lembram. As lógicas, mecanismos e pormenores criados para dar algum corpo à história, são salpicados aqui e ali, com moderação e sensibilidade, para que o filme nunca se torne suficiente claro para o espectador, deixando-o num estado constante de vácuo mental, ideal para disfrutar uma ideia idiota como esta.
Numa perspectiva mais séria, temos também um excelente retrato urbano/social da cultura Japonesa. Isto para quem achar que o resto não é suficiente.
E se um dia, ao virar da esquina nos cruzassemos com nós próprios? É este o ponto de partida para um filme exageradamente ambiental e de ritmo lento, que apesar de parecer super fresco e original tem muito de Invasion of the Body Snatchers.
Sean Ellis aproveita The Broken para dar uns toques na bola do suspense, mostrando sem grande margem para dúvidas, que é dono de uma habilidade respeitável. O problema é que o jogo propriamente dito, acaba por sair prejudicado, principalmente no que toca à evolução do filme. Com tanto plano de persianas e ventoinhas a rodar, começamos a ficar nervosos para que aconteçam coisas - isto até poderia ser bom, mas o problema é que as "coisas" que acontecem, parecem-nos óbvias ou então pouco conclusivas. Ainda assim, The Broken possui características muito peculiares que o tornam um filme curioso de assistir e com potencial para criar discussão e momentos de reflexão sobre o real significado da história.
Um filme com a sua graça e o seu quê de metafísica.
Uma grande história de Amor, tal e qual como na realidade; instintivo e insaciável.
Vencedor de alguns prémios sonantes, entre os quais o destaque para o prémio do Júri de Cannes 2009, Thirst é um filme denso e largo em amplitude, que convida a ver mais do que uma vez, para que nada nos passe despercebido. E bem que gostava que algo tivesse passado despercebido pois a realidade (do filme) faz-nos lembrar o azedume dos temperamentos aos quais muitas vezes pomos um paninho quente chamado Destino: Grotesco, absurdo, sexual, cómico e trágico.
Thirst é um sinal de esperança que vai contra a crescente extinção do vampiro e da sua dignidade em quanto figura nobre de Ficção. 9/10
Nem sei por onde começar nem como começar para escrever algo sobre este filme. É complicado expressar em palavras as 2horas de bombardeamento sensorial a que fui exposto. Os estímulos disparam como foguetes em todas as direcções e sentimos a vida pulsar nesta obra que celebra a felicidade e o amor.
Assistimos às aventuras dos Katakuris como parte integrante desta família; chorando, rindo e cantando num estado de embriaguez cinematográfica que nos faz ter a certeza que Takashi Miike não é apenas um gajo com "ideais malucas" mas sim um homem que vive em comunhão com o ciclo da vida brincando com todo o tipo de paradigmas e lugares comuns para nos mostrar o caminho que leva à plenitude existencial: a parvoíce intelectual.
As questões dos monstrinhos, da genética e da ética para ver pela mão de Vincenzo Natali ( Cube, Nothing ), com Adrien Brody. É verdade, está em todas.
O trailer cheira a alien de peluche meets leite, mas parece-me mais que trincável a criatura. Verei.
O universo 70s / 80 de Cronenberg é um mundo distante dos outros. Quem sabe disto, aceita Scanners como um pedaço de mente. Só mais um.
O argumentista e realizador cria neste filme uma redoma de visões, organizações, pais da ciência e seres criados com poderes telepáticos com intuitos sui generis. Estes artistas de sugar, usurpar e persuadir as pessoas comuns, são uma parte já considerável da sociedade e como tal proporcionam algumas cenas de sci-fi de poder inquestionável.São injecções de Ephemerol e de bizarrice que me agradam particularmente.
Scanners é um clássico para qualquer aficionado do fantástico com uma banda sonora majestosa e sombria, que por sua vez acompanha os actores duvidosos desta linha Cronenberg, contando com as vísceras e as partículas de exagero despejadas pelo senhor nestas duas décadas .
A cena de destruição "familiar" é mais do que mítica.
Acordar nu, agarrado a tubos numa cápsula criogénica, parcialmente amnésico, pode ser uma situação deveras complicada, mas se juntarmos criaturas de dentes afiados e uma nave repleta de mistérios e tripulantes paranóicos que não sabem a quantas andam, temos tudo para ter um bom filme de sexta-feira a noite.
Um imbróglio obscuro nas profundezas do espaço. Visualmente estimulante, Pandorum falhou em conseguir unificar um conjunto de ideias muito interessantes que poderiam colocar este filme numa posição de Top Sci-fi.
Baseado na serie de "comics" aclamada de Mark Millar e John Romita, Jr., Kick Ass pretende adaptar à grande tela mais um "herói" de BD.
O problema é que a BD é numa vertente nada heróica.
Basta dizer que na primeira tentativa de combater o crime, Dave Lizewski a personagem principal, de fato costurado e bastões prontos, leva um enxerto de porrada, facadas e ainda é atropelado (esta BD é excelente)...portanto dá para ter uma ideia do que vamos ver.
A abordagem ao cinema é que pode ser o real problema: pela sátira? pelo humor manhoso? pela ligeireza de quem quer adaptar ao grande publico algo que não o é (ver o caso WANTED (Timur Bekmambetov, 2008, U.S.A.) que da BD só partilha o nome...a essência do livro politicamente incorrecta ficou para quem conhece o livro.